quarta-feira, 21 de junho de 2017

O céu é o limite?

Essa semana eu fiquei doente, pensa numa pessoa imprestável, pensou? Era eu, calma nada grave, porém meu ponto fraco, atacou o estomago, posso estar com febre, com pontos, nada me abala tanto quanto enjoos e outros problemas característicos de um estomago.

Tudo acumulou mais do que deveria e meus planos de pôr a vida em ordem fisicamente e planejar o que faria daqui para a frente da minha vida ficaram em stand by. Mal conseguia pensar no básico de sobrevivência familiar, quanto mais pensar no meu futuro.

Para quem não sabe, de tempos em tempos passamos uma fase familiar que só eu fico em casa, marido por causa do trabalho, dobra de turno e a casa e as crianças ficam só sob minha responsabilidade e lembrando que eu também trabalho em período integral o que me deixa somente o horário noturno para fazer tudo que eu preciso.

Com as férias da faculdade, eu tinha pensando em descobrir qual seria meu próximo passo, pois a minha vida estava precisando de um norte e fiquei pensando na frase o céu é o limite, aquilo que sempre dizemos para as crianças - você pode ser o que quiser! E essa frase ficou matutando essa manhã, alguns sonhos até por limite de idade, não posso mais realizá-los, mas eu tenho uns outros tantos, será que estou disposta a ir atrás deles, nada vem de graça, pelo menos eu acredito isso, tudo que é bom, vem através do trabalho.

Eu fico me perguntando se é perda de tempo ter entrado no Francês, será que eu realmente conseguirei ir visitar a França, se for algo tão distante como é na minha realidade hoje, porque eu invisto tempo e dinheiro estudando uma outra língua?

Quando voltei a estudar inglês à quase cinco anos atrás, eu tinha o sonho de ir para a Disney e queria ir sabendo falar inglês, a cada dia que passa está mais distante com o aumento do dólar e as prioridades de sobrevivência bem à frente de apenas visitar outro país.

Eu ainda tenho a perspectiva que saber outros idiomas possam fazer diferença na minha vida profissional, onde estou e por onde passei isso não era diferencial algum, porém eu não sei o dia de amanhã e se uma próxima empresa possa ter a vaga que se encaixa nesse perfil que estou moldando?
Eu não sei se é perda de tempo, mas naquela hora semanal do curso eu realmente estou ali, não penso em outra coisa a não ser moldar a minha língua para que a fonética saia parecida com a do professor, então pelo menos a minha mente não está divagando como a maioria das vezes.

Eu ando numa fase muito peculiar de estar precisando de coordenadas para continuar, tudo está parecendo longe demais para dar certo, ou quase beirando impossível, como trocar de casa (já engavetei esse projeto por enquanto, estamos a cinco anos nesse apartamento e não sei por quanto tempo mais ficaremos, comprar outro imóvel está parecendo fora das nossas possibilidades por um tempo), tem a indecisão quanto a carreira como fator limitante ao crescimento. 

Agradeço todos os dias pelo que tenho, acho que está apenas faltando uma carta do futuro me dizendo calma que está dando certo, nem tudo é tão rápido assim e nem tudo é para todo mundo.

As vezes eu penso o tão famoso: "poxa, mas eu não mereço?"

 E me deixo abater muito por isso, agora estou tentando me apegar no fator de quanto a minha família já cresceu, eu não acredito que eu sou sozinha, tenho as minhas crenças limites e também todo o meu desenvolvimento pessoal se dá através de tudo que eu vivi e o que eu passei desde criança, eu sou casada, tenho duas filhas e o meu "hoje" é a soma da minha história com a do meu marido. 

Nós crescemos e muito, somos de família simples, nos casamos e a cada dia batalhamos por tudo que temos, se hoje temos o que temos é por causa do nosso trabalho, de abrir mão da convivência familiar (te admiro muito viu marido por todos os dias que precisa voltar ao trabalho para ter um projeto concluído, eu sei que é para a família que você faz isso).

Mudar a chave do pensamento é o que está me fazendo superar essa crise existencial momentânea, talvez seja cedo afirmar, mas essa está sendo a melhor crise de todas porque em vez de permitir sofrer, estou me permitindo analisar, estudar quem eu sou, claro que dó se questionar o tempo todo, porém existe limite para o crescimento? Eu posso não ser uma aeromoça..., mas ainda posso me dar o direito de voar...


E todo sonho tem um preço. Será que estamos dispostos a pagar o preço que ele tem?

segunda-feira, 5 de junho de 2017

O retorno pela busca do minimalismo

Crises existem, e eu vivo tendo crises, Calma que eu vou explicar direitinho o que são crises para mim.

Já me degladiei muito com as minhas crises e hoje procuro deixar a acontecer essa guerra interna de forma mais amena possível, tento não me abater muito, mas as vezes isso acontece.
Estou passando por uma crise daquelas bem grande, sabe quando a crise vem e muda todas as suas engrenagens de como viver e ver a vida? Estou numa dessas e a parte mais engraçada de todas é que eu demorei para ver que estou num período de transformação.

Dentre muitas certezas, a que mais reina em mim é que o minimalismo (dentro do que eu vejo como quantidade necessária para mim) toda vez que a minha casa parece entulhada demais, eu começo a sentir sufocada, necessitando de espaço e aí passo a desejar um espaço bem maior para viver e como isso não é possível eu penso se eu mudar para um espaço maior, passarei a entulhar lá também e começo a detalhar a minha casa, meus pensamentos e passo a libertar a minha alma.

É nessa hora que bate uma crise existencial, eu começo a questionar se eu estou fazendo a coisa certa (o hábito de fazer um consumo mais consciente cada vez fica mais intrínseco em mim, compro cada vez menos por impulso e sempre questiono se preciso realmente ou se quero muito).
Aí passo a me sentir perdida, questionando os meus valores, a minha capacidade, as coisas não fazem sentido, o mundo perde a cor, é nessas horas que eu sinto que uma mudança é necessária, as vezes são pequenas coisas que incomodam que precisam ser modificadas, outras vezes é o fim de uma era que precisar ser aceita e ser modificada para um novo início.

Assim é a vida, cheia de ciclos.

O Consumismo não te fará feliz, nem o minimalismo se isso não é a sua essência de vida, você pode achar lindo as casas no estilo nórdico ou dinamarquês (como eu acho), porém se viver num ambiente assim não lhe alegra a alma para que viver? Por que é o "it" do momento, porque um ambiente clean é o que dizem de mais moderno?



Minha alma é colorida, florida, se agita nas cores da natureza, isso é que me deixa feliz e porque eu estou dizendo isso? Porque recentemente li numa matéria sobre minimalismo que ensinava como decorar e basicamente tudo era só branco e cinza, nada de almofadas, quase um ambiente decorado de prédios em construção e pensei nossa nunca alcançarei o minimalismo, mas logo veio o estalo de calma aí, porque o meu minimalismo tem que ser datado por um número fixo de apenas quatro pratos, quatro copos e apenas um jogo de talhares para quatro pessoas? Se isso não me fará feliz, também não me fará feliz ter dez jogos completos para oito pessoas, o meu equilíbrio da quantidade de coisas que eu desejo ter será datado por mim e não por uma reportagem ou algum guru.

Existe um ponto de equilíbrio e só você poderá dizer que chegou nele, só você poderá comparar seu antes e depois e falar que chegou no seu minimalismo e ninguém tem o direito de lhe dizer o contrário.

Procurar listas de quantidades, ver vídeos sobre o assunto, decoração, estilo de vida, tudo isso faz parte como inspiração!

Eu retornei a minha busca, olhei em volta e não me encontrei onde eu estava, doeu estar ali , meio perdida no mundo, doeu abrir mão das coisas acumuladas é todo um processo de redescoberta, porém a sensação de alivio ao acordar hoje de manhã e sentar no meu sofá, saborear tomando meu café e enxergar espaços vazios foi  tão bom, um misto de aconchego, libertação e de dever cumprindo, quero tirar muito mais coisas e encaixar outras tantas que eu vejo que estão um pouco perdidas ali, mas no meu coração sei que toda a dor que me levou novamente a iniciar essa "limpeza"  física das coisas que eu tinha me levou a limpar a minha alma junto também.




No próximo post sobre esse assunto, falarei um pouco mais desse processo que ainda está acontecendo comigo, de como isso mexeu com a minha família e talvez eu mostre algumas transformações dos espaços da nossa casa.

Até mais!