domingo, 3 de setembro de 2017

Duas filhas tão pequenas dão trabalho, mas nem tanto trabalho assim.

Estou reescrevendo esse post, nele estava toda a minha alma e reflexão sobre ser mãe de duas filhas pequenas de idades tão próximas uma da outra e fiquei chateada quando na hora de salvar, por uma pane no sistema perder um post tão profundo assim, mas não me dei por vencida e cá estou eu colocando toda a minha alma neste teclado de novo, só para dizer umas boas verdades sobre esta situação e rezando para que não de problemas de novo.

Sempre me perguntam como eu dou conta de cuidar de duas crianças tão pequenas, perguntam se eu planejei, se eu dou conta e como faço com elas para fazer as coisas. Eu entendo a curiosidade, mas com o tempo essa pergunta começou a me cutucar sabe, são duas crianças pequenas sim, mas são crianças, o que eu faço quando fazem bagunça, eu arrumo e agora que são maiores eu as coloco para guardar junto comigo os brinquedos.

Se eu quero fazer algo diferente, preciso planejar e muito para conseguir efetuar tudo o que preciso fazer, as coisas de casa ficam muitas vezes bagunçadas eu aproveito a dádiva de poder ficar com elas e brinco muito, me jogo no chão , faço cabaninha e a criatividade rola solta, claro que dá trabalho, claro que cansa fazer tudo isso sozinha e que muitas vezes eu preciso clamar por paciencia quando tenho que fazer algo e passo o dia sendo interrompida e não consigo concluir meus projetos.

E o que mais eu iria fazer? Devolver? ah já sei não quero mais brincar disso e trocar a brincadeira? Colocar  numa caixinha e quando quisesse brincar de boneca de novo pegar? Não dá né, então não tem essa de como eu consigo, eu apenas levo um dia após o outro e aos poucos vou aprendendo um pouco mais dessa vida de mãe que muda seus desafios constantementes e estou aproveitando enquanto eu sou o centro do mundo das minhas pequenas porque em breve isso vai mudar, é assim que o mundo se transforma.

E sempre tem aquelas perguntas constrangedoras que eu não dou a resposta que gostaria para não ser tão grosseira: planejou? chega né? vai querer um menino? vão ter mais?

E resolvi desabafar ainda mais....

Não rotule uma mãe!

A algo que anda me incomodando muito ultimamente, os termos que muitas de nós usamos diariamente para rotular ações ou pessoas. Rótulos deveriam ser usados apenas para objetos e não para pessoas.

Como por exemplo rotular a mãe que não trabalha fora como mãe em tempo integral, como se a mãe que saí para trabalhar nesse período deixa de ser mãe.

Chega a ser maldade com as mães que trabalham fora de casa, seja por prazer profissional ou por necessidade financeira, ela não deixa de ser mãe por não estar em tempo integral com seu filho, se bobear pensa muito mais na sua criança, pois não tem seus olhos nas crias sempre que o coração pede.

Já fui criticada por médicos, plantonistas  e até atendentes do ambiente escolar! Já saí arrasada desses lugares que só sabiam julgar a minha escolha sem conhecer as minhas necessidades. Por isso digo filho não é fácil, não importa se são um, dois, três ou quantos demais queira... a pior parte é lidar com a sociedade e saber que no fim, nosso filhos são feitos pra eles e não para nós.

Até mais

Nenhum comentário: