segunda-feira, 30 de abril de 2018

Mudanças na vida - Nova graduação


Se eu contar algo aqui, acho que ninguém vai acreditar, mudei de faculdade, mas não foi unicamente isso. Foi muito além disso.
Eu estou fazendo uma nova faculdade, semipresencial, um curso completamente diferente da minha área atual, porém uma continuidade de um curso técnico que eu já havia feito anteriormente e ainda estou fazendo a minha faculdade de contabilidade Ead. Por motivos técnicos de : Eu ainda preciso permanecer na minha profissão por motivos financeiros, porém agora eu estou rumo ao que está me trazendo uma satisfação interior muito grande.

O Blog irá movimentar-se bastante por esse período, estou com planos para ele e para a minha carreira e aos poucos irei detalhar aqui esse novo percurso. Provavelmente semana que vem falarei melhor sobre o curso, a instituição da minha escolha e tudo mais que tem acontecido.

A verdade é que eu andava completamente desanimada com a minha profissão, quase largando a faculdade de lado porque eu passava o dia todo mexendo com isso e não aguentava nas minhas poucas horas livres ver mais sobre esse assunto, com isso eu não estava mais quase fazendo lição, apenas cumpria o que precisava para não ficar com pendencia em alguma matéria.

Achava que a desmotivação era o local de trabalho, depois achei que era com a faculdade e enfim cheguei à conclusão que era com o curso, não tinha mais motivação porque não havia identificação naquilo que eu estava fazendo, claro que além do lado financeiro que é fundamental para qualquer ser Humano para continuar trabalhando, eu precisava de um pouco mais, precisava sentir o propósito de vida e me sentia frustrada, muito mesmo de não sentir que nasci para isso.

Posso me arrepender com essa troca, claro, posso passar seis meses em sala de aula e achar que foi a pior troca que fiz na minha vida. Porém o grande diferencial de tudo isso sabe qual é? A esperança de ir atrás de algo que eu me identifico. 

O que eu não podia fazer era continuar nesse desanimo e não fazer nada por mim, agora são duas jornadas paralelas bem diferentes que trarei por aqui. Eu não conseguia me ver muito além de uma sala compartilhada com outras pessoas, apesar de viver dizendo que adoraria seguir rumo a ter meus próprios clientes, eu não me via sendo dona de um escritório grande ou algo assim, porém por incrível que pareça, eu me vejo de cabelos coloridos, jaleco e contando história para ensinar algo novo.

Até mais! 


quarta-feira, 25 de abril de 2018

Escureci o cabelo


Escureci o cabelo

Sexta, hora do almoço, não aguento mais o cabelo com a raiz aparente, não acho a cor que eu estou usando e estou à procura dela a umas duas semanas, entro na primeira loja que vejo de cosméticos e compro o "marrom reluzente" (maxton)

Não tive tempo na sexta, ou era o meu alter ego relutando em trocar a cor, afinal finalmente eu tinha achado o ruivo no qual eu queria, o tom exato de paixão pelo vinho. Dois anos em busca do meu marsala perfeito, porque eu tinha comprado esse marrom mesmo?!

Sábado corri para a aula, oito e meia da manhã já estava na faculdade, aguardando um dia cheio pela frente, 14:30 corro para mais uma aula (Por sinal eu nem almocei neste dia , a minha refeição foi uma coca cola e um mini pão de queijo murchinho....sim Shame on me) , dessa vez francês. - Fim do dia, estamos comendo pizzas, pipoca no sofá, me dou a desculpa que não quero dormir tarde e não pinto o cabelo...

Domingo - passo o dia entre os afazeres domésticos, descanso, tv e curtindo a família... Afinal só tem me sobrado os domingos para ser aquilo que eu realmente gosto de ser... Hellen...

09:00 Pm e finalmente eu tomo coragem, vou para o banheiro pintar o cabelo, não posso começar mais uma semana assim, imperdoável da minha parte fazer isso...

Acabo de lavar, me olho no espelho e não sei lidar com o que vejo, não me reconheço naquela imagem refletida, aquele marrom básico, puro, não sou eu, não sou mas eu?! Ou é exatamente assim que eu sou? Dois anos de cabelos vinhos... no qual só tinha passado um de castanho escuro no qual voltei desesperadamente pelo vinho.

Lembrei da Carrie, no primeiro filme de sex and the city, quando ela deixa seus cabelos loiros de anos de lado para ir para o castanho. naquele momento ela não estava conseguindo lidar com quem ela era, com tudo que estava acontecendo naquele momento ela precisava de uma nova camuflagem, algo que não lembrasse a Carrie que ela era, para poder lidar com a dor que ela sentia naquele momento quando o Mrs Big a deixou esperando no altar.

Talvez seja por isso que cortamos os cabelos ou pintamos, ao mesmo tempo que pode significar uma nova passagem de vida, pode ser também uma camuflagem, uma armadura para aquele momento. Eu não quero nesse meu momento de vida, ficar me preocupando com raízes diferentes e cabelo desbotado.

 


“A minha avó dizia-me que quando uma mulher se sentisse triste, o melhor que podia fazer era entrançar o seu cabelo; de modo que a dor ficasse presa no cabelo e não pudesse atingir o resto do corpo” Talvez isso funcione de varias formas.


Até aproxima transformação!