sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Livro: o Ano que eu disse Sim!


Antes de começar a escrever sobre o livro, preciso dizer que chorei.... Ah se chorei lendo essas páginas que mais pareciam meu diário pessoal.

"Não tive escolha. Não quis escolha. Depois que vi a infelicidade, senti a infelicidade, reconheci e a nomeei... bem, simplesmente saber dela me causa comichões. Como uma comichão dentro do cérebro. Continuar recusando as coisas não me levaria a lugar algum"

O início do livro coincidiu exatamente pós uma semana que eu disse sim para um evento, não havia dito sim por mim, havia dito sim pelas minhas filhas, e mesmo assim tinha sido tão bom que eu não sabia como lidar com a volta do meu ser ao normal.

O Livro começa com ela indo a uma festa na qual ela mesma descreve que se tivessem perguntado pra ela se ela queria ir ela teria dito não e após esse evento ela percebe que era infeliz, como ela descreveu a frase acima, é um caminho sem volta, após constatar algo desse nível na sua vida, fica difícil voltar atrás e fingir que não sabe, uma verdadeira caixa de pandora.

Eu digo não na maioria das vezes, horas pelo financeiro (que cá entre nós, as coisas no nosso país não favorecem dizer sim para muitas loucuras, tudo tem que ser previamente contabilizado , e outras vezes digo não pelo cansaço extremo, seja anterior ao evento ( já falei que vivo com sono e cansada por aqui) ou posterior - fico prevendo que estarei morta  por uma semana por causa de um dia de festejo.

E a parte mais engraçada dessa história toda é que apesar de dizer não para a maioria das coisas, sou impulsiva quando não estou raciocinando o que me leva, por exemplo, a fazer duas faculdades ao mesmo tempo!

Mas vamos lá, ele não é um livro de auto ajuda, ele não é um livro que vai te falar que você precisa dizer sim para o amor, para a vida e todos os blas blas que sempre tem por aí.

“Sonhos não se realizam apenas porque você os sonha. É o trabalho árduo que faz as coisas acontecerem. É o trabalho árduo que cria a mudança




Não digo que depois desse livro eu direi sim a tudo por um ano como ela fez, porém me fez pensar muito na minha vida. E com certeza antes de dizer não estarei pensando muito mais no porque do não  e quem sabe ele não vire um sim!

Os relatos do livro são conversas sinceras, sabe daquela amiga que senta com você no sofá e  te conta que decidiu cortar o cabelo ,mas conta tudo o que está por trás disso, as experiencias de infância  os  traumas dos cortes errados e tudo mais, é assim que ela descreve o livro, merecia virar filme para atingir mais pessoas porque o livro demonstra  o quanto a timidez e fato de dizer muitos nãos por causa disso levaram a uma carreira de sucesso porém a uma vida mais solitária e depois de ela analisar muito, mais infeliz do que ela tinha noção, ela diz muitos “sins” para o mundo, mas na verdade ela está dizendo “sins” para a vida dela estar em movimento.

Título: O ano em que disse sim - Como Dançar, Ficar ao Sol e Ser Sua Própria Pessoa / Autora: Shonda Rhimes
Ano: 2016 / Páginas: 254 

SinopseVocê nunca diz sim para nada. Foram essas seis palavras, ditas pela irmã de Shonda durante uma ceia de Ação de Graças, que levaram a autora a repensar a maneira como estava levando sua vida. Apesar da timidez e introversão, Shonda decidiu encarar o desafio de passar um ano dizendo “sim” para as oportunidades que surgiam. Os “sins” iam desde cuidar melhor de sua saúde até aceitar convites para participar de talk shows e discursos em público. Além disso, Shonda deu um difícil passo: dizer sim ao amor próprio e ao seu empoderamento.

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Mil escritas aleatórias ( momento reflexivo)


Abri o rascunho do meu e-mail, cheguei decidida que toda sexta o blog teria postagem, nem que fosse textos aleatórios, até a organização fluir, pegar ritmo essas coisas.

Guardo todas as escritas inacabadas no rascunho do e-mail, assim se eu quiser continuar, posso fazer em qualquer lugar e me deparo com mais ou menos 19 textos inacabados.

Eu deveria publicar esses textos? Eu não faço o blog para fins lucrativos, apenas escrevo porque isso me faz bem e mais nada além disso. Muitos deles não servem mais para serem publicados, pois rementem a um momento no qual eu não estou mais vivendo, outros foram tão pessoais que ainda bem que eu não os publiquei.

Enquanto escrevo isso, estou tão relaxada, tão plena que por um minuto não me reconheço, estou feliz ( isso eu reconheço), meses se passaram num turbilhão de emoções, não digo que foi a última grande crise, não acredito mais nisso, também não foi a mais rápida, não consigo medir isso , todas que eu tive até agora foram tão intensas e me transforam de uma maneira que eu não sei muito bem o que aconteceu no mundo lá fora enquanto eu cuidava de dentro.

Eu descobri nesse processo que eu vivi um luto, meu ego estava de luto, pois uma parte dele morreu com a mudança de trabalho e de vida que estava dentro de um formato e se modificou todo. 

Eu não descobri meu o meu propósito pessoal de vida, mas hoje posso escrever que não isso não é tão importante assim como eu achava (claro que ele tem sim importância) , porem meu papel nessa vida vai muito além de ter um “título de proposito” definido, não saber, não me causa mais tanta confusão como estava até pouco tempo atrás.

Tenho sim muitos objetivos e aos poucos vou desenhando o que eu desejo e quem sabe muito em breve eu saberei qual o percurso que quero fazer nessa jornada da vida.

Sinto falta de estudar e de me dedicar a assuntos que realmente despertam meu interesse ( por exemplo amo idiomas, adoraria aprofundar mais o meu curso de inglês, porém agora não posso assumir mais nada), afinal eu tenho que me dedicar ao curso de francês e duas faculdades, não posso simplesmente diversificar mais  o que estudo, seria insanidade e não aproveitaria o meu verdadeiro potencial. Além da família, do bem-estar e infância das minhas filhas, meu trabalho e tudo que envolve viver em sociedade.

Eu preciso aprender a me concentrar e isso é a minha maior dificuldade, porque eu tenho a tendência de assumir muita coisa diferente de uma única vez e isso acaba me prejudicando porque não consigo me dedicar e acabo frustrada com os resultados.

Agora estou num novo ciclo de vida e irei aproveitar essa nova fase para investir no meu crescimento pessoal.
Ps1. Enquanto esse texto era construído, parei um minuto para pesquisar se haviam cursos de inglês para o meu horário de almoço. (Fechei correndo o site para não cair nessa tentação)

Ps2 . Dois projetos em standby são estudar psicanálise e psicopedagogia. 

Ps3. Essa semana estou me dedicando as metas de 2018 e o blog está retornando a ativa, pelo menos todas as sextas.