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segunda-feira, 20 de junho de 2016



O quanto somos severos e cruéis no julgamento com nos mesmos?

Sempre falamos para os nossos filhos o quanto eles são especiais, únicos e importantes, crescemos e nos deparamos com o comum e com a "igualdade" - todos queremos ser feliz e buscamos o nosso lugar ao sol

E esse comum choca, porque eu mereço me dar bem em algo que se eu sou igual a pessoa do meu lado, porque eu me destacaria? 

Porque eu sou comum. Acordo cinco da manhã todos os dias, pego ônibus, ando à pé para ir ao trabalho o dia todo de segunda a sexta, sinto cansaço, sinto angústia, sinto raiva, sinto medo, tenho dificuldades, tenho preguiça, me descuido, cometo erros…Sei muito bem quando eu estou no caminho errado o que me leva a uma grande sensação de culpa, desconto minha angustia na comida, troco emoções por doces, sei de tudo isso e pesa por saber o errado.


Eu sei que às vezes me falta gentileza, às vezes não consigo conter os meus 
pensamentos negativos, muitas vezes eu olho no espelho e não gosto do que vejo, penso em x e y e vejo que não é o que eu posso mudar com alimentação e exercício que me desagrada, na lista também entram altura cor natural de pele, de cabelo, texturas...Tenho TPM, choro descontroladamente, durmo fora de hora e sei que é errado isso.

Eu sou comum, sou humana,sou mulher, sou mãe, vivo numa sociedade machista, tento criar minhas meninas da melhor maneira possível sendo fortes... mas e eu sou forte? Qual é meu papel na sociedade? O que eu posso fazer para mudar a sociedade na qual o sistema não funciona a favor do ser humano e sim contra ele? Agora me policio para não reclamar tanto, mas quantas vezes com sono, eu desejei em vez de estar no trabalho queria era estar em casa dormindo e me pego praguejando?

Aí vem o outro lado  oque descrevi acima é algo diário? Algumas coisas sim, mas estou mudando a minha forma de pensar, tenho trabalhado meus medos e anseios e sabe aquela frase :"se está com medo,vai com medo mesmo" Então, antes eu não ia, não falava com outras pessoas por medo e agora eu tenho buscado vencer esses e outros bloqueios.

Estou fazendo algo para tornar o mundo melhor, pelo menos o mundo daquelas pessoas que vão de encontro com o meu mundo, incentivo positivamente as pessoas que estão comigo, permito que elas transmitam o que desejam (mesmo não sendo a mesma ideologia que a minha). Sei que sou frágil mas sei ser incrivelmente forte quando se faz necessário.

Sofro de insonia porque sofro de ansiedade, deixo problemas que estão lá na frente me consumir até  a data final deles, mesmo quando não há nada que eu possa fazer a não ser esperar e muitas vezes o meu receio de lidar com o problema e adiar com o medo do resultado faz postergar um problema que antes poderia ser facilmente resolvido até com algumas palavras.


Estou falando tudo isso porque quero que você leve essa reflexão para dentro de você. O Quanto nos tratamos com tanta severidade assim? Cada um de nós temos particularidades que nos fazem único perante a natureza e nos conhecer, conhecer o que nos afinge e todos os defeitos que possuímos é a unica maneira para progredir e descobrir um caminho que nos faça feliz e nos agrade, é preciso acima de tudo compreender e aceitar que amor próprio, carinho e se agradar acima de tudo não é egoismo.

Somente quando estamos bem e aceitamos o amor que temos por nós, podemos nos doar e amar o outro com carinho e respeito. Como amar o outro e cuidar se não sabemos fazer isso por nós mesmos.São lições difíceis de serem aprendidas na maioria porque parece que vai um pouco contra daquilo que nós aprendemos ao longo da vida.


"Estamos numa grande jornada e só depende de nós saborear e buscar a grandiosidade dentro de nós ou apenas aceitar tudo o que vem sem nem ao menos descobrir a sua fonte"

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Especial red lips day , ou como gosto de chamar.. não tira o batom vermelho ou solta esse cabelo rs

i Todo mundo

Hoje o post é muito especial, faz parte da blogagem coletiva do blog da Mulher Vitrola, Sobre o Red lips Day criado pela própria Renata Vitrola. O tema deste ano da blogagem é sobre : “A beleza de fugir dos padrões e ser feliz com suas escolhas” e a proposta é contar um pouco sobre a minha história beleza, preconceitos, liberdade e experiências.

Pensei muito em como escrever sobre isso, justo eu, cheia de medos e inseguranças como falaria da beleza, justo eu que por anos não me achei bela e só recentemente me descobri na minha beleza? Entao resolvi justamente conta a minha historia, o meu emponderamento e como aceitei a minha beleza sendo minha.

De uma criança normal, extrovertida e livre, virei uma adolescente insegura, gordinha e cheia de traumas. Não era fácil aguentar o bullyng diário na escola e como "concordava" com o que os chacotas diziam, não tinha forças para me libertar dessa situação.

Meus cabelos viviam presos em coque, mas não era porque eu gostava, era porque eu não sabia cuidar dos cabelos reclamava de ter muitos cabelos, do volume atrapalhar e dos cachos tao lindos que eu nao sabia lidar, meus cabelos viviam presos, assim como eu e a minha beleza que eu nao sabia que eu tinha.

Me escondia atrás de um colete cinza, que era do meu pai e terminava na altura dos joelhos, era meu escudo quando eu não estava protegida pelo uniforme escolar, que apesar de ser igual para todos, ainda sim sempre tinha aquele que conseguia se destacar naquela blusa cinza e na bermuda azul.

Hoje vejo que esse uniforme - coque e colete cinza - era a minha proteção, uma tentativa de me esconder da sociedade e me passar por invisível ( agora entendo porque passei tanto tempo evitando a cor cinza, não era porque eu não gostava, era porque dentro de mim remetia a esses sentimentos da adolescência que eu tinha deixado para trás)

Não foi uma época fácil! Não sabia pedir ajuda, minha mãe conversava muito comigo, sobre me cuidar e me valorizar, mas a verdade é que eu não sabia como fazer e hoje enxergo o quanto medo eu tinha de me mostrar. Não tínhamos muito dinheiro naquela época, usava muitas roupas do meu pai emprestadas, elas me escondiam...

Um pouco de culpa é da sociedade que vivemos, nunca me identifiquei com as mulheres que apareciam nas novelas, eram poucas morenas, cacheadas, fortes e emponderadas.Nada tinha a ver com as princesas loiras da disney ou as frágeis mocinhas, sendo grande, estabanada, cacheada e fora daqueles padrões que tanto divulgavam como lindas. Talvez a minha historia preferida seja da Bela e a Fera, ela era morena e diferente, lia livros (como eu) não buscava um Gaston qualquer na vida e presava a sua liberdade acima de tudo.

Descobri os filmes de vampiros e suas mulheres fortes ( nem me venha com filminho onde a mulher só serve para ser "devorada" ok.) Mulheres de cabelos soltos, de preto e de vermelho, descobri o rock e suas cantoras, com a voz predominante, enchendo estádios e vi que existia espaço para as mulheres como eu.

Demorei para me libertar, mas quando descobri a força em mim foi lindo!


Descobri nos meus cachos e volumes o poder selvagem feminino e toda a gloria que eles tem ( e olha que hoje tenho um pouco menos da metade dos cabelos que eu tinha naquela época, quantas chuquinhas arrebentei tentando prender meus cabelos no coque, era um sinal que eles desejavam liberdade e eu não ouvia). Descobri no vermelho vivo dos lábios, o sangue que corre nas minhas veias, a cor da vida, da continuidade, da liberdade"

A verdade é essa a sociedade prende a mulher do seus cachos e do seu colorido com medo da força selvagem que possuímos, nos dizem que é errado ou feio porque se nos libertamos, chamamos a atenção pela força que transmitimos.

Hoje sou mais eu, meus cachos selvagens mostrando o meu poder feminino, sou regida pelo sol, mas também sou regida pela lua. Descobri a força do mar em mim, meus cabelos são as ondas do mar, forte, batendo nas pedras, mostrando a força e o encanto que só as ondas do mar possuem.

Hoje se uso coque é porque quero! hoje se uso moletom é porque quero! Hoje se uso cinza é porque quero! Nada mais de me esconder, hoje meus kilos a mais são meus e não porque levei a comer para esconder meus sentimentos, hoje seu mulher, forte, selvagem e emponderada. Hoje eu sou a mulher que eu quero que as minhas filhas vejam por aí!

domingo, 29 de maio de 2016

Dia de cronica? opa hoje não

Eu sei que disse que aos domingos seriam dias de cronicas, mas hoje resolvi compartilhar de uma reflexão que me ocorreu depois de uma semana muito pensativa  e de ponderar muito sobre a vida em si.

Lembra que eu escrevi que estava um pouco sem graça e sem sal? Uma das questões que descobri foi não respeitar que eu mudei e quem eu sou. E isso doeu profundamente em mim, não vou aqui levantar muitas questões polemicas sobre preconceitos, porém vou dar um exemplo tão bobo que caberá para qualquer coisa. Pensa que você gosta de uma música (aqui coloque um estilo/cantor que couber), aquela musica que te vibra a alma, que  te deixa  feliz, que ó de ouvir você tem vontade de sorrir e se mexer, imaginou? Agora guarda essa sensação de felicidade e espontaneidade, pois bem todos acham essa musica brega, feia, chata e você para fazer parte dessa sociedade que lhe cabe nega essa paixão musical e com isso a alegria respectiva que a musica lhe proporciona.

Agora estenda esse exemplo para a roupa que lhe deixa feliz e confortável, para o amor que aquece teu coração,para o cabelo que te alegra ( ai meu Deus porque as pessoas tem  que cutucar o cabelo alheio, deixa ela ser  cacheada,tingida, alisada, curtíssima pixel, cabeludo, black power, armada e nada controlada, frizz em paz), se ela é gordinha, marombada, definida, magrela, se ela é ateu, se ela é religiosa.

Já pensou ter que esconder constantemente aquilo que faz sua alma sorrir para caber numa sociedade hipócrita que também tem seus escondidos só por medo de revelar aquilo que ama? 

Não dá, não dá, não dá. Por isso adoecemos tanto, brigamos e nos escondemos e com isso não damos liberdade para a nossa mente evoluir, mudar ou até permanecer como está (se você é gordinho/alisado/magro/ ou qualquer outra coisa e está saudável e bem consigo mesmo...porque mudar?)

Com isso eu vi o quanto as outras pessoas sofrem, eu não consigo imaginar a dor de amar alguém que para alguns familiares, sociedade possa lhe ser proibido, feio, pecaminoso. Portanto o blog mudou, isso já deve ter percebido, não consigo falar só de amenidades, de o que usar com bota (isso nunca consegui, já deu para perceber né, uma pena já que dá tanto lucro para alguns) , vou falar aqui o que eu sinto, quem eu sou de verdade, da minha busca espiritual, dos meus dilemas de mulher, dos meus livros que tanto amo, das minhas blusas diferentes que me divertem quanto uso, dos jogos de video game que eu curto, dos filmes (poser) que eu assisto e já quero ser fã, o blog talvez continue  na surdina dentre outros tantos, mas leios uns desse mesmo jeitinho e são eles que me alegram, me distraem, me trazem novidades para pesquisar, portanto esta é a cara nova dele. 

Até mais.

domingo, 27 de março de 2016

Sem comprar

Olá pessoal tudo bom?

Hoje falarei um pouco mais dessa difícil experiência de ficar sem comprar e como ela pode mexer com a auto estima.

Não demorou muito para ter a semana que desejei quebrar o desafio, tinha uma festa para ir e não estava me sentindo bem com a minha aparência (o caos foi desde desejar um guarda roupa completamente renovado quanto a cortar o cabelo bem curto) e pensei porque não comprar uma peça de roupa coringa para me ajudar melhor a compor meu guarda roupa?

Saí as compras, busquei em diversas lojas e nada me agradou, fora a sensação de eu estar traindo meu objetivo. Achei tudo muito caro e não estava em busca de nada rebuscado, então passei a pensar do porquê comprar se as peças que eu estava gostando eram muito parecidas com as que já estavam no meu guarda roupa?

Fora que a "moda" atual é inverno e gente eu sinto muito calor, muito mesmo, faço muitas coisas a pé e portanto ando muito, para quê eu iria comprar uma blusa que iria até meu cotovelo se em poucos minutos eu estaria derretendo, toda suada e provavelmente eu tiraria para colocar uma regata (a mesma de sempre diga_se de passagem) e teria mais uma blusa de manga 7/8 no meu guarda roupa.

Se eu não tivesse proposto esse desafio para mim eu teria comprado, estaria satisfeita momentaneamente só que por um período curto de tempo.

Então o desafio serviu para auxiliar a não comprar compulsivamente, consegui naquele momento analisar o que realmente estava me levando as compras e não cedi.

Até o próximo diário do desafio!